Friday, September 16, 2011

Hoje

Palavras duras sobre um antigo conforto,logo pela manhã. Lembrei-me do frio que se seguiu, ossos de uma jangada que partiu há muito e eu, a sorrir, digo que as mães não voam mas constroem ninhos. Tentei esvoaçar só para descobrir os limites da minha jaula e agora, aceno ao anjo da guarda que ainda me aquece a testa e aquilo que em tempos foi uma alma. Refugio-me em contabilidades e seguros o resto do dia; mais uma desilusão e um confronto.Enfim, vem aí a passarada, encontrar o aparentemente inabalável ninho, comme il faut. Eu sou invisível e vou voar, mais logo, papel branco em silêncio escuro.

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